Operação de órgãos ambientais combate pesca ilegal no Lago de Tucuruí

13/08/2019 17h49 - Atualizada em 14/08/2019 00h56
Por Ronan Frias (SEMAS)

A operação mobilizou equipes da Semas, do Ideflor-Bio e do Batalhão de Polícia AmbientalUma operação realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental da PM, apreendeu armas de fogo, arpões, malhadeiras (redes de pesca que não condizem com os padrões permitidos por lei), tatus e até jacarés abatidos para o consumo das carnes e utilização do couro. As ações foram iniciadas em 26 de julho e encerraram na segunda-feira (12), no Lago de Tucuruí, sudeste paraense.

O objetivo foi a verificação dos métodos e equipamentos utilizados na pesca na região. Pescadores em embarcações que passavam pelo lago foram abordados durante as operações. Os fiscais autuaram e encaminharam os responsáveis pelas cargas irregulares para a delegacia, onde foi aberto o processo administrativo e penal, além de terem as embarcações confiscadas.A operação apreendeu malhadeiras, que são redes de pesca fora dos padrões permitidos por lei

Segundo Solange Chaves, da Diretoria de Fiscalização da Semas, a conscientização das pessoas em relação a esse tipo de atividade é importante. “Acreditamos que tem que haver um trabalho repressivo, mas também orientação para os cidadãos de que esse tipo de ação prejudica o meio ambiente”.

Plano – Presidente do Ideflor-Bio, Karla Bengtson ressaltou que o trabalho de fiscalização é uma das etapas do Plano de Ordenamentos de Pesca e Aquicultura. Antes de colocar as ações em prática, há várias fases do trabalho técnico desenvolvido pelo Instituto.

Jacarés abatidos também foram apreendidos na operação conjunta“Passamos a receber denúncias da própria população local sobre as irregularidades. Compreendemos a importância do trabalho integrado, reunindo Semas, Ideflor-Bio e Adepará. Vai desde o processo educativo, monitoramento e diagnóstico. Todas as etapas são imprescindíveis, não só para coibir práticas, mas para melhoria da qualidade do pescado que, até pouco tempo, estava ameaçada na área do Mosaico”, pondera. 

A gerente do Mosaico Lago de Tucuruí do Ideflor-Bio, Mariana Bogéa, explica que as ações ocorrem com frequência, buscando a implementação do Plano de Ordenamentos de Pesca e Aquicultura, que tem como um dos eixos a fiscalização e o monitoramento do Mosaico Lago de Tucuruí. “As ações visam garantir o ordenamento da atividade da pesca profissional, preservar os estoques pesqueiros, além da fauna e flora do Mosaico, através da implementação de práticas sustentáveis e que estejam em conformidade com a legislação ambiental”, reforça.

As equipes encontraram tatus nas cargas irregularesA operação no lago de Tucuruí ocorreu no mesmo período de outra grande ação, Falcão Peregrino, realizada em cinco municípios do Estado, pelas equipes da Semas e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), para combate ao desmatamento ilegal.

* Com informações de Pryscila Margarido (Ascom Ideflor-Bio)