Estado considera extintos focos de incêndio em Alter do Chão

17/09/2019 16h28 - Atualizada em 17/09/2019 17h19
Por Ronan Frias (SEMAS)

Apesar de o fogo ter sido apagado, a operação continua. Os esforços agora estão concentrados na vigilância e no monitoramento da área queimada para evitar que o fogo aconteça de forma natural.Após o Corpo de Bombeiros realizar um sobrevoo, na tarde desta terça-feira (17), sobre a Área de Proteção Ambiental Municipal Alter do Chão, o governo do Estado considerou extintos os três principais focos de incêndio registrados na região de Santarém. Com o apoio do Grupamento Aéreo do Pará (Graesp), as equipes resfriaram os pontos de queimadas que ficaram aquecidos com as altas temperaturas da região, nessa época do ano.

“A gente pode dizer que a operação foi concluída. Todos os focos foram extintos, tanto em Alter do Chão quanto em Pindobal, área da Capadócia e Pontas de Pedra", avaliou o tenente coronel Ney Tito Azevedo, comandante do 4° grupamento do Corpo de Bombeiros.

Durante esta manhã, cerca de 230 homens do Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Graesp, Comando de Polícia Ambiental (CPA), Exército, brigadistas voluntários e servidores da prefeitura apagaram o último foco que já estava sobre controle, mas chamava a atenção.

Os proprietários dos imóveis cadastrados dentro da Área de Proteção Ambiental já estão sendo identificados pelo órgão estadual. A estimativa da Semas é de que 410 hectares tenham sido queimados dentro da APA Alter do Chão, entre o dia 1 e 15 de setembro. As áreas mais atingidas são as de Sanava, com vegetação que nessa época do ano fica mais seca, o que, por consequência, pode facilitar a propagação das chamas.

Apesar de o fogo ter sido apagado, a operação continua. Os esforços agora estão concentrados na vigilância e no monitoramento da área queimada para evitar que o fogo aconteça de forma natural. "A equipe vai continuar aqui para darmos continuidade no monitoramento e assim evitar novos focos na área", avaliou o agente de fiscalização da Semas, Everton Dias.

Os proprietários dos imóveis cadastrados dentro da Área de Proteção Ambiental já estão sendo identificados pelo órgão estadual. A identificação é realizada por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e deve ajudar nas investigações sobre a origem do fogo na APA. A Polícia Civil também investiga o caso.

Durante esta manhã, cerca de 230 homens do Corpo de Bombeiros, Semas, Graesp, Comando de Polícia Ambiental, Exército, brigadistas voluntários e servidores da prefeitura apagaram o último foco que já estava sobre controle, mas chamava a atenção.