Arquivo Público realiza ações de educação patrimonial no bairro da Pratinha

27/09/2019 15h45 - Atualizada em 27/09/2019 16h55
Por Gabriel Marques (SECULT)

A ação contou com a parceria do Departamento Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC), e de alunos do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Pará (UFPA).O Arquivo Público do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), promoveu nesta sexta-feira (27) uma série de atividades sobre educação patrimonial para os alunos da escola estadual Eunice Weaver, no bairro da Pratinha, em Belém. O projeto marca o primeiro evento do Arquivo Público fora do prédio histórico.

A ação contou com a parceria do Departamento Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC), e de alunos do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), e visa levar um pouco da história do Pará para dentro das escolas, de forma didática e interativa. No local, os alunos puderam participar de dinâmicas e atividades, além do contato com diversos documentos de épocas marcantes na história do estado - Cabanagem, adesão do Pará, Independência, Belle Époque.

Para o diretor do Arquivo Público do Estado, Leonardo Torii, esta é uma oportunidade para que os estudantes possam ampliar seus conhecimentos e ter contato com o centro histórico. “Escolhemos uma escola de periferia da Pratinha, porque geralmente essas escolas dificilmente conhecem o centro histórico. Trouxemos essas atividades didáticas em conjunto com o DPHAC e o curso de Arquivologia para que possam tirar todas as dúvidas”, conta.

No local, os alunos puderam participar de dinâmicas e atividades, além do contato com diversos documentos de épocas marcantes na história do estado - Cabanagem, adesão do Pará, Independência, Belle Époque.A ação, que faz parte do projeto “Arquivo de portas abertas”, será expandida para outras escolas, em bairros como Terra Firma, Guamá e Cabanagem. “Já temos agendado a escola Doutor Freitas. Vamos fechar a agenda este ano porque o ano letivo vai terminar, mas esperamos retornar logo com essas ações em outras escolas”, revela Leonardo Torii.

Escola com Histórias - Para quem já fez parte da instituição, como o professor de Língua Portuguesa e servidor do Arquivo, Marcos Almeida, poder retornar em uma ação que agrega conhecimento é de extrema importância e gratidão. “Ver essas crianças que tem seus avós e outros parentes que também já estudaram aqui, tendo acesso à essa memória, é muito emocionante”, conta.

O professor estudou na escola entre a década de 70 e 80 e retorna à ação contando um pouco da história do local, por meio de fotos recuperadas no Arquivo Público. “Esse contato deles com a história é interessante, porque os alunos olham as fotos e já imaginam narrativas, é algo que desperta a imaginação e curiosidade deles”, afirma.

Segundo Ângela Leão, Técnica em gestão cultural do DPHAC, a ação é uma forma de despertar o sentimento identitário e de preservação do patrimônio público. “A educação patrimonial nas escolas é muito importante, porque permite a valorização do patrimônio cultural paraense e permite que as pessoas possam fazer o que fizemos hoje, mostrar sua identidade e referências culturais”, destaca.