Mais de 200 pessoas têm alta após enfrentarem a Covid-19 no Hospital Regional de Castanhal

Com pouco mais de 40 dias de funcionamento, estabelecimento de saúde confirma o seu papel estratégico no enfrentamento da pandemia na região nordeste do Estado

09/04/2021 16h29 - Atualizada em 09/04/2021 18h15

Após enfrentarem a difícil luta contra o coronavírus, 226 pacientes atendidos pelo Hospital Regional de Castanhal, no nordeste do Pará, puderam comemorar a alta e a volta para casa. Muitas famílias aguardavam com emoção por esse reencontro, como foi o caso do policial aposentado Antônio Gomes, 61 anos, que esperava pela esposa, a dona de casa Márcia dos Santos Alves, 51 anos.

Márcia dos Santos Alves 51 anos, Nova Timboteua e Alotem Cristina Reis 51 anos, de Capanema

“Foi muito bom poder receber de volta a minha esposa, porque houve um momento em que senti muito medo, mas me voltei para as orações, entreguei nas mãos de Deus, e principalmente nas mãos dos médicos que cuidaram tão bem dela”, explica Antônio.

O casal conta que os sintomas de Márcia, como falta de ar, dor de cabeça, no corpo, fraqueza e enjoos, foram se agravando durante a remoção da unidade de saúde em Nova Timboteua, onde vivem, até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Capanema e a transferência final para o Hospital Regional de Castanhal. 

“Fiquei com 50% dos pulmões comprometidos e ainda sinto cansaço na hora de falar, ao fazer as coisas em casa, mas prometi ao doutor que vou manter o repouso. O pior já passou. Minha filha Suzane, de 31 anos, que é estudante de Farmácia, veio junto com meu marido me receber na porta do hospital e está me ajudando na minha recuperação”, conta a dona de casa.

De acordo com Rômulo Rodovalho, secretário de Saúde do Estado, o Hospital tem importância estratégica no cenário da saúde pública no Pará durante a pandemia.

“Nossa intenção com a reabertura do Hospital Regional de Castanhal é que ele seja retaguarda para a região nordeste e além de Belém. Por isso, é muito satisfatório saber que 41 dias após esse início já estamos registrando mais de 200 altas de pacientes que puderam retornar para suas famílias. Esses números são reflexo da dedicação das nossas equipes para salvar vidas”, afirma o titular da Saúde.

RECONHECIMENTO

De acordo com a Secretaria, o Hospital está atendendo neste momento 103 pacientes, 40 dos quais em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No total, 303 pacientes já foram atendidos, dois deles foram transferidos para outras unidades e 75 morreram. A taxa de ocupação dos leitos clínicos é 57,2% e dos leitos de UTI é de 80%, uma diminuição de 10% em relação ao último balanço de quinta-feira (08). 

Hospital Regional de Castanhal“A equipe médica, de enfermagem e a multiprofissional, todos os profissionais do hospital estão envolvidos e compromissados em trabalhar em prol do bem-estar, do restabelecimento, da cura dos pacientes que procuram os serviços de saúde e principalmente da região nordeste do Pará, que acabam encaminhados para o Hospital Regional de Castanhal. Não tem sido um trabalho fácil, mas que nos deixa felizes porque é reconhecido pelos próprios pacientes, pelos familiares”, declarou Pedro Anaisse, diretor operacional do Hospital Regional Público de Castanhal.

Segundo o gestor, o Hospital tem mantido 160 leitos disponíveis apenas para casos de Covid-19, destinados a pacientes dos municípios que procuram por atendimento. Antes contava com 40 leitos de UTI, voltados para casos de maior gravidade, mas esse número foi ampliado com a implantação de 50 leitos desse tipo.

A expectativa é que com a ampliação da estrutura, haja um maior fluxo de atendimentos com a manutenção da qualidade na prestação do serviço em saúde a pacientes como o contador Lindomar José Lourenço, de 44 anos, morador de Capanema, que ingressou na unidade no último dia 1º de abril.

Lindomar com a esposa e a equipe médica do hospital

“Cheguei em condições muito difíceis, foram três dias no oxigênio para garantir que não me faltasse o ar, já que 40% dos meus pulmões foram afetados. Ali tive todos os cuidados necessários não só dos médicos, mas falo do carinho da equipe, desde o zelador, até o psicólogo, as enfermeiras, os técnicos. É uma equipe de excelência. Com mais de 40 anos andando pelo Brasil nunca havia tido um atendimento dessa qualidade nem em hospitais particulares”, afirma.

O contador comemora a saída do hospital na última quinta-feira (08) e o retorno para os braços dos três filhos pequenos, enquanto espera pela melhora no quadro de saúde da esposa, também infectada pelo vírus.

“Assim que fui liberado soube que minha mulher também foi internada no Hospital porque sofreu uma piora, mas graças a Deus está fora de perigo, consciente, e logo vamos estar todos juntos outra vez”, acredita Lindomar.

* Luana Labossiere (Ascom Hospital de Castanhal)

Por Governo do Pará (SECOM)